Of Monsters and Men

Primeiro post musical, YEY. E a primeira banda que eu venho falar hoje é a minha queridinha atual: Of Monsters and Men.

A banda foi formada em 2010 na Islândia e é composta por sete pessoas: Nanna Bryndís Hilmarsdóttir -vocais e guitarra-, Ragnar "Raggi" Þórhallsson -também vocal e guitarra-, Brynjar Leifsson -guitarra-, Arnar Rósenkranz Hilmarsson -bateria-, Árni Guðjónsson -teclado-, Kristján Páll Kristjánsson -baixo- e Ragnhildur Gunnarsdóttir -trompete-.



Só para desencargo de consciência, eu também não sei falar o nome deles e tive que pesquisar no Mr. Google como se escrevia.

Eles tem uma pegada toda indie folk que atribui às músicas aquele tom mais tranquilo, que não cansa de ouvir. Pelo menos para mim, transmitem calma com as melodias mais lentas e animam quando aceleram o ritmo.

As próprias letras são cheias de significado e sentimentos, como em Little Talks ou Love, Love, Love.





Eu me lembro exatamente como tomei conhecimento da banda: por curiosidade, eu estava procurando músicas de uma outra banda, mas com um nome muito parecido: Of Mice & Men (agora porque eu estava procurando por eles, eu não sei). A verdade é que a preguiça selecionou o primeiro link que apareceu e comecei a ouvir. Foi amor ao primeiro vídeo! E desde então, não parei mais de ouvir e de aprender as letras!



A banda tem um EP chamdo "Into the Woods" e um álbum de de estúdio denominado "My Head is an Animal" e deste último saiu seu single, talvez, mais famoso: Little Talks

Para os que gostaram da banda, eles vem para o Brasil nesse ano, para o primeiro dia do Lollapalooza, 29 de março. Estou aceitando doações de ingressos... ;)

Resenha - Orgulho e Preconceito

Sinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

fonte: Skoob



A princípio, queria ler Orgulho e Preconceito só pela curiosidade de conhecer um dos clássicos britânicos mais famosos e tentar entender porque tantas pessoas eram apaixonadas por ele.

Tenho que confessar que eu sabia bem pouco da história -apenas os nomes dos personagens centrais- e não sabia a relação da narrativa com título. Quando eu comecei a ler, não me senti muito atraída, talvez até por não ser um tipo de leitura a que eu estou acostumada. Mas no decorrer da história, não tem como não se encantar com Elizabeth, a protagonista da trama. Dona de uma vivacidade e conceitos não muito próprios para a época, é a favorita do pai -Mr. Bennet- e da irmã mais velha, Jane. Tem um ótimo coração e deseja ver a felicidade da família, bem como a mudança de caráter de alguns parentes.

"Em vão venho lutando comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente."

Discurso de Mr. Darcy para Elizabeth. Será que ela o corresponde?



Outro personagem, tão importante quanto Elizabeth para o desenrolar dos fatos, é Mr. Darcy, importante nome da sociedade inglesa, com terras, dinheiro e influência. No começo, sua postura é insuportável de tão mesquinha e orgulhosa. Mas com o passar dos capítulos, mostra-se uma mudança grande nas ações deste e é claro que o fator propulsor disto é o amor. Conforme essa paixão ia sendo trabalhada, mais eu me apaixonava pelo livro e pela escrita de Jane Austen.

Fica bem claro, conforme se sucedem as cenas, a razão do nome do livro. Tanto o orgulho quanto o preconceito de várias pessoas levam a quase infelicidade dos personagens, me levando a concordar com um dos trechos da fala de Mary -uma das irmãs Bennet- sobre o assunto:

"O orgulho, observou Mary, que se vangloriava da solidez de suas reflexões, é um defeito muito vulgar, creio eu. Depois de tudo que li, estou deveras convencida da sua vulgaridade, que a natureza humana lhe é particularmente atreita e que são raros aqueles entre nós que não nutrem um sentimento de condescendência própria baseado numa ou outra qualidade, real ou imaginária"

Um dos discursos sólidos de Mary.



Mas nem só de pessoas amáveis é feito o livro. Há também aqueles que despertam uma certa raiva como a mãe das meninas, por exemplo. Mrs. Bennet é exagerada, volúvel, de pouca delicadeza e só consegue sonhar em conseguir bons maridos para todas as filhas.
Mr. Collin é outro exemplo de pessoa detestável. Primo da família Bennet, sempre pensa que é melhor que os outros, que detém propriedade para falar sobre determinados assuntos, é maçante, exagera nas desculpas e nos elogios e não consegue ficar calado.
Mr. Wickham é o último daqueles que me deixou com raiva. Mentiroso descarado, de má índole e que por muito pouco não deixou na desgraça a família de Elizabeth. A princípio, é normal achar que ele é um senhor gentil e que sofrera uma terrível injustiça. Mas assim que se descobre seu real caráter, não tem como não achá-lo patético.

Algo que me incomodou um pouco foi a falta que eu senti de descrições mais aprofundadas sobre aspectos físicos de pessoas e de lugares; não que isso tenha atrapalhado minha consideração final da obra, já que ela é -sem dúvidas- uma das minhas favoritas de agora em diante. É muito bom entender, um pouco que seja, da mentalidade da época, muito diferente da nossa hoje. Quem nunca teve vontade de, pelo menos uma vez, ir a um daqueles bailes?

A obra de Jane Austen ganhou, em 2005, adaptação para o cinema, com Elizabeth sendo interpretada por Keira Knightley e Mr. Darcy por Matthew Macfadyen. Eu nunca cheguei a assistir o filme, então não posso dizer se é fiel à obra ou não.

O livro ganhou o meu amor e com certeza é uma ótima indicação para quem quer um romance histórico ou um clássico da literatura.

Minha classificação final:

Coisas que talvez você queira saber

Autor: Jane Austen;
Editora: Várias, mas da ilustração acima, Abril Coleções;
Ano de Lançamento: 1813;
Páginas: 427



Resenha - A Revolução dos Bichos

Sinopse: Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, "A Revolução dos Bichos" é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A Revolução dos Bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.

fonte: Skoob



A história começa na Granja Solar, local onde vários animais trabalham para um humano chamado Jones. Esse homem é um tirano bêbado que pouco ou nada se importa com as criaturas que vivem ali. Logo no início, um dos porcos, chamado Major reúne todos para que escutem sobre um sonho que ele teve. Major sonhara com uma revolução e que, através dela, acabariam com a soberania humana e poderiam enfim viver numa sociedade igualitária, com os bichos produzindo apenas para si mesmos, sem exaustão e sem lucro.

A ideia pareceu boa aos ouvidos de todos os animais, principalmente àqueles com uma inteligência um pouco mais desenvolvida -os porcos-. Durante alguns meses, eles andaram pela granja tentando convencer os animais a aderirem ao movimento, mostrando o quanto seria proveitoso para todos se esta acontecesse. Um dia, por descuido de todos os trabalhadores da granja, os bichos ficam sem comida e acabam se rebelando.

"Nascemos, recebemos o mínimo de alimento necessário para continuar respirando e os que podem trabalhar são forçados a fazê-lo até a última parcela de suas forças."

Parte do discurso de Major, após seu sonho.



Finalmente conseguiram expulsar os humanos! E assim começa a primeira experiência do Animalismo na história. Os porcos assumem o papel de comandar assembleias em que o destino da granja, agora chamada "Granja dos Animais" e a função de cada um seriam decididos. Elaboraram 7 Mandamentos que deveriam ser seguidos à risca. Mas com o passar do tempo, os líderes porcos se corromperam e passaram a agir de maneira muito pior do que Jones e seus homens. No final, tudo aquilo pelo que lutaram estava destruído e até os Mandamentos foram mudados para atender as vontades daqueles que detinham o poder.

Aparentemente, essa história pode se passar por infantilidade mas é preciso estar atento às entrelinhas. Como muitos sabem, a história narrada é uma referência à situação pela qual a Rússia passava, após a Revolução de 1917. Major é associado á figura de Lenin, Bola-de-Neve é associado à Trotsky -era o porquinho mais engajado no melhoramento da granja- enquanto Napoleão era a figura de Stalin. Há, portanto, uma crítica muito forte ao stalinismo mostrando que, embora se rotulassem como socialistas, muito pouco foi pensado sobre o povo nas ações tomadas pelo governo.

"Animal nenhum deve morar em casas nem dormir em camas, nem usar roupas, nem beber álcool, nem fumar, nem tocar em dinheiro, nem fazer comércio. Todos os hábitos do Homem são maus. E, principalmente, jamais um animal deverá tiranizar outros animais. Todos os animais são iguais."

Ainda um trecho do discurso de Major.



É bem forte no livro a presença de Garganta, o porco responsável por conseguir amenizar a situação na fazenda com o poder da lábia. Além disso, há uma série de mudanças na história real sobre o que aconteceu durante a revolução e o que é mais revoltante: todos engolem as histórias contadas. Os cavalos preferem trabalhar à pensar mais sobrem o passado; as ovelhas só querem balir que "Quatro pernas bom, duas pernas ruim." ou, mais adiante "Quatro pernas bom, duas pernas melhor"; e os cães apenas andam atrás dos porcos.

Todos os mandamentos acabam distorcidos, até que, por fim, o mais importante deles é alterado de "Todos os animais são iguais" para "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros."

Com certeza, essa é uma leitura obrigatória porque nos coloca para pensar como, mesmo hoje, somos pouco críticos; como nos deixamos levar por sombras de ameaças; como preferimos seguir nossas vidas do que parar para analisar uma situação e lutar por direitos, por melhorias. Quantas vezes somos egoístas o bastante para não olhar do lado e ver a bagunça em que nos encontramos?

"As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco."

Parágrafo final da obra.



Bom, já escrevi muito, dei minha opinião talvez mais do que deveria e só queria encerrar reafirmando: o livro é ótimo, de linguagem fácil e muito bom de se ler quando temos o cenário histórico no fundo; super recomendação para o ano que está começando.

Minha classificação final:

Coisas que talvez você queira saber

Autor: George Orwell;
Editora: Várias, mas da ilustração acima, Companhia das Letras;
Ano de Lançamento: 1945;
Páginas: 152



* Você sabia? George Orwell também é autor do livro 1984, distopia muito famosa que serve de crítica tanto para a sociedade dele quanto para a nossa. Além disso, A Revolução dos Bichos tão tem seu formato cinematográfico, lançado em 1999. Assisti há muito tempo e por isso não me lembro bem, mas não vale a pena trocar o livro pelo filme.

A is back!



F-I-N-A-L-M-E-N-T-E! Depois de um interminável hiatus, a série de TV Pretty Little Liars está de volta. O episódio 14 da terceira temporada, intitulado "She's Better Now" voltou ontem, 8 de janeiro, com cenas de prender a respiração, revelações importantes e as quatro meninas mais adoráveis do mundo dos seriados.

Para aqueles que não sabem, a história é sobre quatro garotas: Aria Montgomery, Spencer Hastings, Hannah Marin e Emily Fields são grandes amigas que se uniram ao redor da amizade de Alison DiLaurentis, alguém que guardava mais segredos do que se imagina ser possível. Durante um ano, Alison fica desaparecida até que seu corpo é encontrado no jardim de sua antiga casa. A partir daí as quatro amigas passam a receber mensagens contendo seus mais enterrados segredos e todas elas vem com uma assinatura: A.

A série já está na metade de sua terceira temporada e toda vez que você pensa que descobriu tudo que tinha para ser descoberto, aparecem mais e mais segredos. Até agora, a trama continua envolvente porque, queira você ou não, vai acabar se apaixonando pelos personagens. O romance e o humor são constantes nos episódios e é claro que todos aguardam os segundos finais para ver o que aquele ser vestido inteiro de preto está preparando para os moradores de Rosewood.

A série é baseada na série de livros de Sara Shepard, lançadas aqui no Brasil pela editora Rocco. Ainda não tive a oportunidade de ler os livros, mas eles estão na minha lista para serem lidos num futuro próximo *espero*. Até onde eu sei, serão doze livros, sendo que somente seis foram lançados aqui no Brasil por enquanto.

Enquanto não tenho os livros, me contentarei em assistir os episódios - que vão ao ar as terças-feiras, pela rede ABC Family - e em ver Toby, Ezra, Jason, Caleb...



Got a secret, can you keep it? Swear this one you'll save. Better lock it in your pocket, taking this one to the grave. If show you than I know you won't tell what I said.
'Cause two can keep a secret if one of them is dead.


* Clique nas imagens para ver de onde elas vieram *

Resenha - Um Dia

Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

fonte: Skoob



Bom, Um Dia é um livro que eu era louca para ler, mas toda vez que ia comprar um livro, acabava optando por outro e assim foi, até que eu ganhei o meu de presente. Eu literalmente devorei sem piedade aquelas páginas e não me arrependi. É certo que já tinha assistido o filme e por isso as grandes surpresas se estragaram, mas mesmo assim... Foi tão bom quanto esperava!

A vida de Emma e Dexter nos é contada a partir da formatura de faculdade deles, dia 15 de julho de 1988 e, a partir desse dia, os dois conseguem construir uma amizade linda, verdadeira e apaixonante. Ano a ano, vê-se as pequenas transformações que acontecem em suas vidas e o quanto a presença de um para o outro é extremamente importante e necessária.

Emma, por vários anos, leva uma vida pouco movimentada, trabalhando num lugar que ela detesta e namorando uma pessoa que ela não ama. Dexter, por sua vez, está sempre vivendo no seu limite, saindo com quantas garotas for possível e acreditando que está no caminho certo. Mas, conforme os anos passam, quem lê tem cada vez mais certeza de que algo está muito errado, pois nenhum dos dois está satisfeito com suas escolhas.

O que mais me marcou no livro foram as sensações de melancolia e de frustração, presentes quase que sempre no decorrer da história. Por mais que seja um romance, realmente me colocou pra pensar porque eu me irritei muito com a falta de atitude deles mas não tenho certeza se eu reagiria, caso a minha vida estivesse nesse caminho.

Outro ponto bem interessante é perceber que, mesmo sem querer, as prioridades, os pensamentos e até mesmo as crenças das personagens vão mudando no transcorrer das páginas, o que foi bem explicado por Tony Parsons na primeira página do livro: "Um Dia" é " um livro brilhante sobre o assombroso hiato entre o que éramos e o que somos".

O único ponto que realmente me deixou irritada no livro foi que David Nicholls detalhou tão bem algumas cenas e deu tão pouco atenção para uma passagem MEGA importante... Foi muito frustrante e eu realmente me decepcionei um pouquinho com aquela página. Mas eu acredito que esse deslize foi -em partes- compensado nos capítulos seguintes.

Para os que assistiram o filme, a leitura é mais que recomendada, obviamente, por conter cenas que não são mostradas no filme E por causa das cartas trocadas entre os dois -o capítulo 3 é tão perfeito que não tenho palavras para explicar-. É uma leitura boa, gostosa e que ao mesmo tempo pode te fazer pensar um pouco.

Minha classificação final:

Coisas que talvez você queira saber

Autor: David Nicholls;
Editora: Intrínseca;
Ano de Lançamento: 2009
Páginas: 410



fonte dos gifs: todos pesquisados no weheartit, aqui e aqui