Valentine's Week - Filmes

Dando continuidade a nossa semana com a temática romântica, hoje trago uma seleção dos meus filmes melosos favoritos para suspirar e acreditar que o amor está logo ali. Sem mais enrolações:



Procura-se um Amigo Para o Fim do Mundo

Meu queridinho mais lindo de 2012. Assisti por indicação de um amigo e oh my... Ele é fofo do começo até o fim. Trata-se do fim do mundo. Sim, nós estamos a alguns dias de sermos pulverizados e o melhor de tudo: temos plena consciência disso. Assim, todos limite, pudor e constrangimento se perde numa busca desenfreada de viver os últimos dias da forma que sempre quiseram. Dessa forma, o caminho de Dodge -um cara certinho que tenta manter a rotina mesmo no fim da existência- se cruza com o de Penny, uma moça um tanto deslocada e com um jeitinho todo particular de lidar com as situações que aparecem enquanto Dodge tenta reencontrar seu primeiro amor e Penny tenta se reunir com a família. O filme é emocionante, do começo ao fim, com boas doses de risada. Sem dúvida, um dos meus filmes favoritos. As atuações de Steve Carell e Keira Knightley deram um toque todo especial à história.

Te Amarei Para Sempre

Com o título original de The Time Traveler's Wife, o título em português entrega pouco da história. Henry possui uma mutação genética muito rara que permite que ele viaje no tempo -mesmo que não possa controlar conscientemente essas viagens-. Numa dessas vezes, eles conhece uma garota de seis anos chamada Clare, que em pouco tempo se torna sua melhor amiga. Esse relacionamento evolui e passam de amigos a amantes, ambos sabendo os riscos daquele relacionamento. Juntos, eles conseguem passar por muitas situações difíceis em que ora Clare ora Henry parece saber o que vai acontecer no futuro; mas no fundo, os dois estão completamente desnorteados com a condição dele. Porém, o amor que sentem é mais forte e eles procuram, com todas as forças, formas de se superarem, dia após dia.
Para os desinformados, o filme é baseado no livro chamado A Mulher do Viajante no Tempo, da autora Audrey Niffenegger, lançado no Brasil pela Editora Suma de Letras -e que é uma das minhas metas de leitura para 2013-.

O Amor Não Tira Férias

Numa comédia romântica mais do que típica, duas mulheres, tentando se afastar de suas realidades amorosas um tanto quanto tristes, resolvem fazer um intercâmbio de casas. Iris, de Londres, escreve uma coluna sobre casamentos e está infeliz porque seu amor vai se casar com outra pessoa enquanto Amanda, de Los Angeles, é dona de uma agência de publicidade especializada em trailers de filmes e descobre que seu namorado a está traindo. Quando as duas invertem as casas e provam da realidade do novo local em que estão, tudo é possível inclusive o Jude Law aparecer na sua casa.
O flme não traz apenas o romantismo básico e cheio de clichês, mas também mostra histórias de superação e do quanto talvez a vida esteja pedindo, implorando por uma mudança. Só temos que escutar.

Quando em Roma

Você acredita em mágica? Bem, Beth não acreditava. Até que, durante o casamento da irmã na Itália, ela visita a Fontana D'Amore e tira de lá algumas moedas, ao invés de jogá-las e fazer um pedido. A partir desse dia, sua vida nunca mais foi nem próxima do normal quando passou a ser perseguida por modelos egocêntricos, mágicos autoconfiantes e vendedores de linguiça. Todas as confusões em que Beth acaba se metendo são hilárias e o filme é super leve para quem não está a fim de choro. Sem contar que Nick, o repórter mais charmoso do mundo, tem a capacidade de atrair todo tipo de pequenos acidentes para ele. O desespero dela de tentar arrumar as coisas, misturado com o medo de que ela nunca vá achar alguém que realmente a ame pelo que ela é a deixam cega ao ponto de não conseguir ver o que está bem na frente de seu nariz. Clichê básico, mas quem não gosta dessas histórias que acabam cheias de purpurina?
Sem dúvida, o filme merece uma chance.

P.S. Eu Te Amo

Vá em frente, pode preparam os lencinhos de papel que eu espero. A não ser que você tenha vivido em uma caverna nos últimos cinco anos, com certeza você já ouviu falar da emocionante história de Holly e Gerry, um casal imensamente apaixonado que vê a felicidade ser despedaçada quando ele, por conta de uma doença, morre e deixa sua amada sem um rumo. Sabendo do estado em que Holly ficaria, Gerry deixa escrito cartas que ele deve ler, mês após mês, com "tarefas" que ela deve cumprir para que encontre uma forma de continuar vivendo.
Eu não tenho palavras para explicar o quanto eu chorei a primeira vez que eu assisti. Cada carta, cada recordação era cercada por uma luta e pela alma do marido, que em nenhum momento a abandonou e fez de tudo para que ela sobrevivesse. Esse tipo de amor, que supera até a morte, não pode ser explicado, somente sentido. Podem me matar, mas eu ainda não tive a oportunidade de ler o livro que originou o livro, escrito por Cecelia Ahern e publicado no Brasil pela Novo Conceito mas um dia eu chego lá.

Essas foram algumas dicas para semana mais fofa do ano, mas existem outros milhares de filmes que seguem a mesma linha e que amamos assistir. E vocês, leitores, quais seus filmes românticos favoritos?

Valentine's Week - Músicas

Não é possível falar de Dia dos Namorados sem pensar nas músicas. Quase todo casal tem aquele som marcante, aquela música com palavras que descrevem exatamente como se encontraram ou que retratam o que um sente pelo outro.



Por isso, eu selecionei minhas músicas favoritas com letras fofas e melodias muito gostosas. Sem mais delongas e sem nenhuma ordem aparente, vamos às músicas!

He is We - Everything You Do




He is We ft. Owl City - All About Us




Jason Mraz ft. Colbie Caillat - Lucky




Jason Mraz - I'm Yours




The Maine - Into Your Arms




Móveis Coloniais de Acaju - Dois Sorrisos




Tangled - I See The Light




Pequeno P.S. sobre a música acima: Eu sou apaixonada pelo Zachary Levi, sem mais. E ele cantando em Enrolados é simplesmente... P-E-R-F-E-I-T-O! Então, é por isso que uma música da Disney acabou por aqui. Mas confessem que é linda, vai?
Ah, e eu também sou obcecada por The Maine, então essa não será a última vez que ouvirão deles. Aguardem!




Valentine's Week

Como a maioria de vocês deve saber, essa semana é comemorado em vários países o Valentine's Day. Ou seja: Dia dos Namorados! Como eu prefiro muito mais o dia 14 de fevereiro ao dia 12 de junho - quando comemoramos aqui no Brasil - essa semana eu vou trazer um post temático por dia, com indicações de livros, filmes e músicas. Sintam-se livres para colocar nos comentários quais os seus livros de romance favoritos e aproveitar essa semana apaixonante.


Resenha - Anna e o Beijo Francês

Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?



Fazia MUITO tempo que eu não ria tanto lendo um livro. Foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça assim que eu terminei. De uma forma muito engraçada, Anna Oliphant nos conta como deixou sua casa em Atlanta para estudar em um internato em Paris, apenas para que seu pai pudesse mostrar aos amigos ricos que ele também tinha dinheiro.

Pequena nota: O pai da Anna foi inspirado no Nicholas Sparks, certo?


Muito contra vontade, ela se vê num país estranho, com uma língua que ela não domina e longe de seus amigos. E de Toph, seu rolinho deixado num cinema de sua cidade.

"É serio. Quem manda os filhos para um internato? É tão Hogwarts. Só que no meu não tem feiticeiros bonitinhos, balinhas mágicas ou aulas de voo."


Pode parecer muita loucura alguém que não goste da ideia de viver em Paris, somente a cidade mais romântica do mundo. Mas como a própria Anna diz, talvez ela só quisesse a possibilidade de ter escolhido onde cursaria seu último ano. Se sentindo abandonada, chorando através das paredes finas que separam os quartos, Anna faz sua primeira amiga na França: Meredith, sua vizinha de quarto. Muito amável, oferece à Anna um chocolate quente e uma companhia; até que, na saída, nossa narradora dá de cara um um garoto. Não um cara, mas o garoto mais lindo e sedutor que ela poderia encontrar na Europa. Étienne St. Clair é americano-inglês-francês com um sorriso de derreter a alma e o sotaque mais perfeito do mundo.

A relação dos dois, embora seja muito nítido que eles tem interesse um pelo outro, é sempre barrada ou por causa da namorada de St. Clair, Ellie, ou por causa do "namorado" de Anna ou porque Meredith também é apaixonada pelo amigo (assim como metade das meninas do colégio). A história tem muito vai-e-vem, as brincadeiras entre os dois e a amizade cresce página por página e mesmo quando alguém estraga tudo, é engraçado. Eles superam os próprios medos, a fim de colocar um rumo nessa relação. Claro que é super óbvio o desenrolar da história, mas não é ruim.

A leitura é leve, rápida e, como eu disse no começo, engraçada demais. Não é um livro perfeito. Por exemplo: eu devo ser muito lerda, porque mesmo no fim do livro eu entendi mais ou menos a relação entre St. Clair e seu pai. Além disso, tem algumas passagens que eu achei desnecessárias, mas que não comprometeram meu amor pelo livro.

"Por nós dois, a palavra casa não é um lugar. É uma pessoa. E nós, finalmente, estamos em casa."


Mais do que nunca, eu quero visitar Paris. A descrição detalhada dos lugares -e das comidas- me deixaram mais apaixonada ainda pela Cidade Luz. Estou morrendo para pisar no Marco Zero, para visitar uma creperia e, por que não?, ter um beijo francês. O livro é uma super indicação para quem não está a fim de ler algo pesado.

A autora tem mais um livro lançado no Brasil, Lola e o Garoto da Casa ao Lado -que definitivamente está na minha lista de próximas leituras- e ainda esse ano lançará seu terceiro livro: Isla and The Happily Ever After. Quem está contando os dias?

Minha classificação final:

Coisas que talvez você queira saber

Autora: Stephanie Perkins;
Editora: Novo Conceito;
Ano de Lançamento: 2011;
Páginas: 288

Resenha - Delírio

Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

fonte: Skoob



Eu acho que estou tomando gosto por distopias, no fim das contas. Bem, Delírio retrata uma sociedade futurista em que o amor é considerado uma doença -Amor deliria nervosa- e desenvolveram um tratamento para isso. Aos dezoito anos, as pessoaa eram submetidas ao procedimento e estavam livres da doença. Mas todo o sentimento de ligação mais forte com irmãos, pais e filhos era perdido. Toda a sociedade vivia sob constante vigilância e o medo tinha o papel de manter todos na linha.

Lena, a protagonista, começa o livro como aquela menina certinha, que nunca responde grosseiramente e que tem que lidar com seus próprios fantasmas do passado. Criada pela tia, tudo que ela mais quer é ser curada e ser pareada com seu futuro marido. Sem maiores emoções, sem um passado constrangedor. Mas eis que ela conhece Alex. E tudo na sua vida muda. Tudo que ela julgava como certo, como verdade viram do avesso e ela tem uma decisão a tomar.

"Amor: uma palavra tão singular, uma coisa fina, não maior ou mais comprida que um gume. É o que isso é: um gume, uma navalha. Estabelecendo-se no centro de sua vida cortando tudo em dois. Antes e depois. O resto do mundo cai em ambos os lados."



Eu amei o livro do começo até o fim. Eu gostei da descrição que Lena faz tanto das pessoas quanto dos lugares, adorei a amiga dela, Hana, sem contar que eu simplesmente me apaixonei por Alex. A história é muito boa e, de pouco em pouco, vem aquelas revelações que tiram o fôlego e não dá para parar de ler; você tem que saber o que vem depois.

A autora tem uma leve e que flui. O desenrolar não foi nem arrastado, mas também não atropelou nenhum fato. Achei que a maior parte da ação real, aquela parte em que a adrenalina que o personagem sente parece passar para você está mais concentrada no final, o que pode ser um pouco chato para quem gosta de uma agitação.
O romance é tão lindo e tão fofo... fazia tanto tempo que eu não gostava de um casal como eu gostei deles. Até aquelas pessoas que não aparecem muito são cativantes e eu realmente queria ter visto muito mais da pequena Gracie -ela é fofa demais, mesmo sem abrir a boca mais do que duas vezes.

"Mas eu tenho um segredo. Você pode construir barreiras por todo o caminho para o céu e eu vou encontrar uma maneira de voar acima deles. Você pode tentar prender-me com cem mil armas, mas vou encontrar uma maneira de resistir. E há muitos de nós lá fora, mais do que você pensa. Pessoas que se recusam a parar de acreditar. Pessoas que se recusam a entender. As pessoas que amam em um mundo sem barreiras, pessoas que amam no ódio, na recusa, contra a esperança e sem medo. Eu te amo. Lembre-se. Eles não podem tirar isso."



Por mais que seja uma distopia, por mais que haja a representação do Estado opressor, da censura e do uso da religião como forma de contenção e medo, o foco do livro não a sociedade em si. Diferente de Feios, por exemplo, não há uma descrição tão detalhada dos costumes, do modo de vida e nem o por quê de tanta aversão ao amor. Pode ser que maiores explicações apareçam na continuação da trilogia, Pandemônio, com lançamento marcado para o primeiro semestre de 2013 e eu mal posso esperar para ler.

Para aqueles que gostaram muito, mais uma notícia boa: a Fox pediu um episódio piloto e podemos esperar ver a trilogia adaptada para a TV. Alguém ansioso?

Minha classificação final:

Coisas que talvez você queira saber

Autora: Lauren Oliver; Editora: Intrínseca;
Ano de Lançamento: 2012;
Páginas: 352