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Valentine's Week - Livros Apaixonantes

Feliz dia dos Namorados! Não posso ser a única a estar animada com todas as luzes, corações e casais apaixonados que estão em outros países.
Para terminar bem o dia, separei meus livros de romance favoritos. Claro que eu não li nem metade de todas as histórias fofinhas e apaixonantes que existem aí, por isso me informem nos comentários quais são os seus preferidos.



Um Dia - David Nicholls

Acho praticamente impossível ninguém nunca ter ouvido falar de Dex e Em. Seja pelo livro, seja pelo filme, eu aposto que a vida desses dois personagens é conhecida de todos. Eu sou apaixonada pelo livro -que é um dos meus favoritos- e é simplesmente impossível ignorar a paixão e as emoções descritas ali. É uma das minhas recomendações para quem quer entrar no clima desse feriado, mesmo que ele seja emprestado de outras culturas.
Já teve resenha dele aqui no blog, quem já viu?

Os Imortais

Os Imortais é uma série de seis livros escrita por Alyson Nöel e é uma das minhas favoritas, mesmo que existam divergências. Ela não é perfeita, nem perto disso e confesso que alguns dos livros são beeeeem chatos. Mas a história de Ever e Damen, que passam por cima de tudo, inclusive do próprio tempo, para estarem juntos é inspiradora demais. Até me fez querer ganhar um buquê de tulipas vermelhas! Damen pode sufocar muitas vezes e Ever pode agir como uma besta completa várias vezes, mas tudo isso pode ser facilmente esquecido com os momentos apaixonados dos dois. E o fim da série foi simplesmente lindo. Inesperado e lindo. Recomendo começarem a ler, hein? O nome do primeiro livro é Para Sempre. Tenho uma história engraçada sobre a compra desse livro, mas isso fica para outro dia.

Orgulho e Preconceito

Simplesmente. Perfeito. Quem já deu uma olhada em outros posts do blog, pode ter percebido que eu gosto um pouco do livro. Eu ainda não consigo imaginar como, por quê eu levei tanto tempo para ler. Jane Austen, sou sua fã, sem mais. Duvido que alguém não saiba da história, mas pelo tempo que eu levei para descobrir, nada me assusta. A história se passa no século XIX, quando os costumes eram bem diferentes dos nossos, com modos e caminhos que eu acho muito interessante conhecer. Mais do que somente um romance, há a História de um tempo.
Simplesmente uma fofura extrema que eu, sinceramente, acredito que todos devam ler.

Não Sou Este Tipo de Garota

Quando eu ganhei esse livro, o amigo que me deu disse que leu o título e achou a minha cara. Vai entender.
Eu devorei esse livro em um único domingo e não me arrependo. A história é sobre Natalie, uma garota que pensava ter sua vida inteira traçada diante dela e tinha certeza de que nada poderia modificar seus planos. Mas ei que uma paixão, impossível de controlar ou ignorar a encontra e ela vê toda sua realidade virar do avesso e todas suas certezas se estilhaçarem.
Não é um livro de grandes reflexões ou mudanças de vida, mas eu achei fofíssimo e serve um pouco para perceber que nada está definido e que só uma parcela do nosso futuro está nas nossas mãos. Foi um ótimo presente e uma leitura que eu realmente recomendo. Dei risada algumas vezes e provavelmente chorei também; o foco aqui é o romance por si só.

Anna e o Beijo Francês

Uma passagem só de ida para a França, por favor? Ir para lá era a única coisa que eu queria fazer depois de conhecer a Anna e o St. Clair.

Oh St. Clair... A maravilhosa combinação entre americano-francês-inglês. Tudo de bom!

Gente, tem como uma história se passar em Paris e não ser apaixonante? Só os lugares são um cenário perfeito. E o livro dura um dia, não tem como. É impossível parar de ler as aventuras de Anna numa cidade estranha, onde não sabe nem pedir a comida. Mas ela acaba contando com a ajuda de bons amigos e entre eles temos Étienne St. Clair, mais conhecido como sonho de consumo de 9 em cada 10 meninas.
Todas as aventuras da protagonista são engraçadas, há um monte de momentos fofos e que fazem suspirar... Resumindo, é um livro que eu super recomendo, que também está entre os meus favoritos e me deixou triste quando acabou. Ótimo programa para comemorar o dia dos namorados.

Nicholas Sparks

Primeiro, eu tenho que deixar bem explícito: Eu não gosto dos livros do Nicholas Sparks. Sim, não gosto nenhum um pouco. Mas considerando o quanto eles são famosos e o quanto são cheios de romance, eu não poderia deixar de lado.
Com diversos títulos publicados, muitos transformados em filmes, Nicholas tem uma fórmula certa para criar aquelas paixões ardentes e arrebatadoras que levam todos a derramar lágrimas e esperar por aquele momento em que tudo vai passar a ter mais cor.
Eu li apenas Querido John e não fez meu estilo, mas conheço muitas pessoas que não gostam tanto de ler, mas devoram seus livros. Por isso acho válido. O autor marcará presença na Bienal do Rio, então os fãs já podem começar a preparar as malas!

Resenha - Orgulho e Preconceito

Sinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

fonte: Skoob



A princípio, queria ler Orgulho e Preconceito só pela curiosidade de conhecer um dos clássicos britânicos mais famosos e tentar entender porque tantas pessoas eram apaixonadas por ele.

Tenho que confessar que eu sabia bem pouco da história -apenas os nomes dos personagens centrais- e não sabia a relação da narrativa com título. Quando eu comecei a ler, não me senti muito atraída, talvez até por não ser um tipo de leitura a que eu estou acostumada. Mas no decorrer da história, não tem como não se encantar com Elizabeth, a protagonista da trama. Dona de uma vivacidade e conceitos não muito próprios para a época, é a favorita do pai -Mr. Bennet- e da irmã mais velha, Jane. Tem um ótimo coração e deseja ver a felicidade da família, bem como a mudança de caráter de alguns parentes.

"Em vão venho lutando comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente."

Discurso de Mr. Darcy para Elizabeth. Será que ela o corresponde?



Outro personagem, tão importante quanto Elizabeth para o desenrolar dos fatos, é Mr. Darcy, importante nome da sociedade inglesa, com terras, dinheiro e influência. No começo, sua postura é insuportável de tão mesquinha e orgulhosa. Mas com o passar dos capítulos, mostra-se uma mudança grande nas ações deste e é claro que o fator propulsor disto é o amor. Conforme essa paixão ia sendo trabalhada, mais eu me apaixonava pelo livro e pela escrita de Jane Austen.

Fica bem claro, conforme se sucedem as cenas, a razão do nome do livro. Tanto o orgulho quanto o preconceito de várias pessoas levam a quase infelicidade dos personagens, me levando a concordar com um dos trechos da fala de Mary -uma das irmãs Bennet- sobre o assunto:

"O orgulho, observou Mary, que se vangloriava da solidez de suas reflexões, é um defeito muito vulgar, creio eu. Depois de tudo que li, estou deveras convencida da sua vulgaridade, que a natureza humana lhe é particularmente atreita e que são raros aqueles entre nós que não nutrem um sentimento de condescendência própria baseado numa ou outra qualidade, real ou imaginária"

Um dos discursos sólidos de Mary.



Mas nem só de pessoas amáveis é feito o livro. Há também aqueles que despertam uma certa raiva como a mãe das meninas, por exemplo. Mrs. Bennet é exagerada, volúvel, de pouca delicadeza e só consegue sonhar em conseguir bons maridos para todas as filhas.
Mr. Collin é outro exemplo de pessoa detestável. Primo da família Bennet, sempre pensa que é melhor que os outros, que detém propriedade para falar sobre determinados assuntos, é maçante, exagera nas desculpas e nos elogios e não consegue ficar calado.
Mr. Wickham é o último daqueles que me deixou com raiva. Mentiroso descarado, de má índole e que por muito pouco não deixou na desgraça a família de Elizabeth. A princípio, é normal achar que ele é um senhor gentil e que sofrera uma terrível injustiça. Mas assim que se descobre seu real caráter, não tem como não achá-lo patético.

Algo que me incomodou um pouco foi a falta que eu senti de descrições mais aprofundadas sobre aspectos físicos de pessoas e de lugares; não que isso tenha atrapalhado minha consideração final da obra, já que ela é -sem dúvidas- uma das minhas favoritas de agora em diante. É muito bom entender, um pouco que seja, da mentalidade da época, muito diferente da nossa hoje. Quem nunca teve vontade de, pelo menos uma vez, ir a um daqueles bailes?

A obra de Jane Austen ganhou, em 2005, adaptação para o cinema, com Elizabeth sendo interpretada por Keira Knightley e Mr. Darcy por Matthew Macfadyen. Eu nunca cheguei a assistir o filme, então não posso dizer se é fiel à obra ou não.

O livro ganhou o meu amor e com certeza é uma ótima indicação para quem quer um romance histórico ou um clássico da literatura.

Minha classificação final:

Coisas que talvez você queira saber

Autor: Jane Austen;
Editora: Várias, mas da ilustração acima, Abril Coleções;
Ano de Lançamento: 1813;
Páginas: 427