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*PUF* Evaporei!

Eu sei, eu sei. Abandono total disso aqui. Mas eu acredito que seja justificável. Eu acabei de começar a faculdade! *Felicidade*

Bem, eu entrei no curso de Engenharia de Produção da USP e é aquela alegria, ver que toda a sua dedicação valeu para alguma coisa. Mas além disso tem a correria de mudar de cidade, achar lugar para morar e tudo o mais. Para mim, o começo foi super difícil, tantas pessoas diferentes de mim, morar longe da minha família... Mas agora, estou quase acostumada com o ritmo!

Só que para quem acha que sua vida fica mais fácil depois de conseguir passar no vestibular, ela não fica! Em duas semanas de aula, já estou a estudando muito, sem tempo de ler meus amados livros e ver minhas amadas séries. Por mais que isso seja triste, não há porque me lamentar. O começo do curso está assustando, mas eu já estou amando.

Logo de cara, minha turma foi dividida em vários grupos e nos passaram uma missão: Criar o projeto de um campus sustentável. Exatamente isso que você leu. Ninguém tem conhecimentos sólidos sobre o assunto e muito menos sobre Engenharia, mas qual a melhor forma de aprender a não ser fazendo?

Meu grupo está super animado e como parte do projeto, temos um blog para postar todas nossas atualizações e o andamento do projeto. Para quem se interessar, o nome do projeto é UVerde, de Universidade Verde e, clicando no nome ali, você pode conhecer um pouco mais do que estamos fazendo e também entrar em contato com a gente!

Quanto ao Farol, eu realmente queria continuar a postar, mas esse primeiro mês está tão turbulento que eu já nem sei o que esperar do resto do semestre. Espero que me desculpem se eu sumir e torçam pelo meu grupo!

Resenha - Every Day

Sinopse: Every day a different body. Every day a different life. Every day in love with the same girl. A has no friends. No parents. No family. No possessions. No home, even. Because every day, A wakes up in the body of a different person. Every morning, a different bed. A different room. A different house. A different life. A is able to access each person's memory, enough to be able to get through the day without parents, friends, and teachers realizing this is not their child, not their friend, not their student. Because it isn't. It's A. Inhabiting each person's body. Seeing the world through their eyes. Thinking with their brain. Speaking with their voice. It's a lonely existence--until, one day, it isn't. A meets a girl named Rhiannon. And, in an instant, A falls for her, after a perfect day together. But when night falls, it's over. Because A can never be the same person twice. But yet, A can't stop thinking about her. She becomes A's reason for existing. So each day, in different bodies - of all shapes, sizes, backgrounds, walks of life - A tries to get back to her. And convince her of their love. But can their love transcend such an obstacle?

fonte: Skoob



Como vocês devem ter percebido, depois de muito tempo, li um livro inteiro em inglês de novo. Eu demorei muito mais tempo do que é normal para mim, o que é um sinal que eu preciso treinar mais minha leitura. Vamos começar primeiro com a história: A acorda em um corpo diferente todo dia. Garoto ou garota, alto ou baixo, popular ou não, a única constante é que sempre assume o corpo de alguém que tem a sua idade. Para que ninguém suspeite, A é capaz de acessar as memórias necessárias para sobreviver ao dia, até que ele mude de corpo, a meia-noite.

É uma jornada bem solitária e A se esforça para não criar conexões, para não sair dos trilhos com a vida daquele ser humano que ele está habitando. Até que um dia ele encontra a namorada do rapaz em que está habitando naquele dia: Rhiannon torna-se indispensável para A desde o primeiro instante que é vista e A se apaixona perdidamente por ela. Assim, dia após dia, Rhiannon se vê cercada por rostos diferentes, dizendo o quanto ela é especial e o quanto é amada.

"Eu me pego sorrindo enquanto ela se aproxima e ela sorri de volta. Simples assim. Simples e complicado, como a maioria das coisas são. Eu me pego procurando por ela após o segundo período e, de novo, depois do terceiro e do quarto período. Eu não posso nem controlar. Eu quero vê-la. Simples. Complicado."



Para começar, não tem como saber se A é um menino ou uma menina. Simplesmente vive diferentes vidas, uma por dia, sem se sentir estranho em nenhuma delas. E isso foi uma dos pontos que eu mais gostei no livro: o autor teve a oportunidade de tratar dos mais diversos assuntos num único livro porque a cada capítulo, ele podia descrever uma história completamente nova. David Levithan tratou de personalidades e histórias chocantes e polêmicas, especialmente considerando que todos tem mais ou menos dezesseis anos. Há envolvimento com drogas, há acidentes trágicos e um velório; há divergências religiosas e comportamentais. Há diversos casais homossexuais e não tem nenhum preconceito envolvendo isso -mesmo que Rhiannon ficasse um pouco sem jeito quando A assumia a forma de uma garota.

Quando esses dois se encontram, ambas as vidas tem uma reviravolta considerável, já que A para de se preocupar tanto com os corpos que está habitando e passa a viver mais em função do seu amor, enquanto ela tenta assimilar seus sentimentos por A, mas também a dificuldade que existe, pois eles podem acordar separados por milhas e milhas de distância e, queira ou não, ela nunca poderá ter uma vida normal se decidir acompanhar A; ela vai ter que ficar sempre esperando por e-mail, dizendo se naquele dia eles poderão se encontrar ou não.

Eu realmente achei toda essa fixação da parte de A um tanto massante e chata. Em alguns momentos, não conseguia respeitar o espaço dela e queria, de qualquer modo, que ela desistisse de tudo porque o amor que ela recebia deveria ser suficiente. É uma opinião muito pessoal, mas eu não gosto nenhum pouco dessa pressão diante de um caminho tão tortuoso e sem garantias. Porém, A não é um personagem que eu não gostei e muitos dos seus pensamentos são profundos e valem uma reflexão, pois como ele mesmo coloca, ele tem a possibilidade de conhecer muitos tipos de realidades e de adversidades. Quando perguntado qual a sua vida favorita, ele responde:

"Um vez, eu estava no corpo de uma garota cega. (...) Eu não sei se a vida dela foi minha favorita, mas eu aprendi mais com ela em um dia do que eu aprendi com a maioria das pessoas em um ano. Isso me mostrou o quão arbitrário e individual é a forma que experimentamos o mundo. Não apenas nossos outros sentidos são mais afiados, mas também encontramos formas de navegar o mundo, independente da forma em que ele nos é apresentado"



Eu perdi um pouco a vontade de ler lá pela metade do livro porque eu me senti um pouco perdida e parecia que aqueles capítulos não tinham tanto sentido. Mas quando o final foi se aproximando, tudo fica mais claro e os pensamentos de A acabam levando a um lugar, a uma meta. O final foi, para mim, maravilhoso e o único possível para a história ser ótima. A própria ideia em si já produzia uma curiosidade e David soube trabalhar bem com isso. Eu considerei o nível de inglês médio.
Para aqueles que não querem ler em inglês, os direitos de publicação foram comprados pela Galera Record e a publicação está confirmada para 2013.

Minha classificação final:

Coisas que talvez você queira saber

Autor: David Levithan;
Editora: Alfred A. Knopf Books for Young Readers;
Ano de Lançamento: 2010;
Páginas: 336



* Todas as traduções desse post foram livres e feitas por mim.

Resenha - Feios

Resenha: Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.

fonte: Skoob



Tally Youngblood passa suas noites olhando da janela do dormitório os fogos de artifícios que explodem no céu do outro lado do rio, em Nova Perfeição. Ela contava os dias para finalmente receber a operação que a deixaria perfeita: Olhos grandes, cabelos sedosos, corpo com movimentos equilibrados, rostos simétricos e... perfeitos.

Nos dois últimos meses antes dessa operação, estando sozinha -já que seus amigos já tinham completado 16 anos e estavam em suas novas casas-, Tally conhece Shay e através dessa nova garota, passa a descobrir que existem mundos diferentes além do cinturão verde que delimita a Vila. Por causa dessa nova amizade e devido às decisões da menina, toda sua vida e suas certezas mudam.

A história se passa na Terra, séculos após os Enferrujados -também conhecidos como seres humanos de agora- terem desaparecido. Nas novas cidades que surgiram, dividiram as pessoas de acordo com suas idades e, no decorrer da vida, todos eram submetidos a cirurgias que os adequaria com os padrões perfeitos. Segundo o Governo, essa seria uma forma de evitar que aquela sociedade acabassem seguindo o exemplo de seus antepassados.

"- Isso aí. E as pessoas se matavam por coisas como cor da pele diferente. (...) Então qual o problema de as pessoas serem mais parecidas agora? É o único jeito de tornarem as pessoas iguais."

Fala de Tally, página 47.



O que eu mais gostei no livro foi o assunto retratado: sobre a realidade escondida nas operações, sobre o quanto eles se julgavam tão diferentes dos Enferrujados mas ao mesmo tempo seguiam o mesmo caminho, também segregavam, também controlavam as pessoas com a força de uma ideia e de uma "lavagem cerebral" desde a infância. Os personagens em si não me cativaram muito e eu não criei nenhuma conexão especial com eles, nem fiquei apaixonada pela protagonista ou pelo casal da trama.

Outro ponto que me chamou a atenção é ver como a nossa geração atual era retratada: como patéticos destruidores da natureza, consumidores de petróleo e maníacos por destruição. Pode ser meio exagerado, mas talvez seja assim mesmo que nossa história será ensinada daqui algumas centenas de anos.
É muito engraçado ler a reação das pessoas do livro aos objetos de metal do passado: a descrença quando viram ruínas dos prédios, dos trilhos dos trens ou de helicópteros. A estranheza aos livros de papel e aos nossos padrões de beleza registrados em revistas antigas.

A princípio, a ideia das cirurgias pode ser estranha, parecer inaceitável para quem lê. Ou então pode imaginar que jamais se deixaria enganar por essas histórias de que todos devem ser iguais. Mas até que ponto o livro é uma distopia? Quando foi que parou-se de descrever a realidade? Talvez quando colocaram as pranchas voadoras.

Enquanto lia, principalmente quando se tratava de algum diálogo entre os Enfumaçados, uma cidade alternativa que foi fundada por fugitivos de Nova Perfeição, parecia que eu via semelhanças com V de Vingança, especialmente pela força que as ideias tem durante todo o livro.

"- Nem sempre tem a ver com dados econômicos. (...) A fraqueza pode ser também uma ideia."

Fala de David, página 338.



O final, é claro, deu abertura para o próximo livro, chamado Perfeitos e eu estou curiosa para começar a leitura. Não é meu livro favorito, mas achei interessante todas as transformações retratadas e há momentos que é impossível parar de ler porque você quer saber a explicação para tudo que está acontecendo. Levou um pouco de tempo para pegar o ritmo da leitura, mas é um livro que eu recomendo. Vamos ver o que temos no próximo.

Minha classificação final:

Coisas que talvez você queira saber

Autor: Scott Westerfeld;
Editora: Galera Record;
Ano de Lançamento: 2010;
Páginas: 415


Elementar, Caros Leitores

Acho que já adivinharam de quem se trata esse post. Sim, finalmente comecei a ler as obras de Sir Arthur Conan Doyle sobre o mais famoso detetive dos últimos tempos: Sherlock Holmes.

Aproveitei minha fase favorável à romances e séries policiais/investigativas e comecei a andar um pouco com o meu projeto. Comecei a com "Um Estudo em Vermelho", que conta como Watson conheceu Holmes e trata do primeiro caso que eles resolvem juntos.

De uma forma bem estranha, Sherlock é encantador, apesar de ser convencido e petulante. Ele tem sempre aquele ar de sabe-tudo e na maioria das vezes tem uma resposta sarcástica para refutar os outros inspetores da Scotland Yard.
Mesmo assim, há momentos em que ele é simpático e algumas vezes fica sem graça quando elogiam sua capacidade de observar e deduzir. Extravagante, tem meios de estudo não muito ortodoxos, sem contar que seus focos de pesquisa são aleatórios. Como o próprio Watson fica intrigado com tudo que Holmes sabe, mas também os tópicos mais básicos que ele ignora, este primeiro elaborou uma lista sobre os conhecimentos do companheiro de quarto, enquanto tentava descobrir sua misteriosa profissão:

1. Literatura: nada.
2. Filosofia: nada.
3. Astronomia¹: nada.
4. Política: fracos.
5. Botânica: variáveis. Conhece bem beladona, ópio e venenos em geral. Desconhece totalmente jardinagem.
6. Geologia: práticos, mas limitados. Reconhece, imediatamente, diferentes tipos de solo. Após suas caminhadas, mostra-me manchas de terra nas calças, sabendo dizer, pela cor e consistência, em que parte de Londres foram feitas.
7. Química: profundos.
8. Anatomia: precisos, mas sem método.
9. Literatura sensacionalista: imensos. Parece conhecer todos os detalhes de todos os horrores perpetrados neste século.
10. Toca violino bem.
11. É ótimo esgrimista, boxeador e espadachim.
12. Tem um bom conhecimento prático das leis britânicas.

Um Estudo em Vermelho, páginas 19-20.

¹ Sherlock não sabia que a Terra girava em torno do Sol;

Como os relatos são escritos por Watson, há momentos que não há muita profundidade nos pensamentos de Holmes, pois os que lemos são simples transcrições do que foi dito. Mas sem dúvida, esse detetive-consultor tem lugar cativo no meu coração e só de ver o como ele resolve os crimes, dá vontade de treinar minhas skills de observação.



Mas não sou apenas eu que estou passando pela fase Sherlock Holmes; atualmente, esse personagem tem aparecido em diversas releituras, tanto em séries de TV quanto em filmes, além da série de livros escrito por Andrew Lane -super fã das obras de Sir Arthur Conan Doyle-, que retratam Holmes adolescente.

Vamos começar falando da série Sherlock, da BBC. Nessa série, temos o clássico Holmes e o clássico Watson, cada um deles com personalidades bastante fiéis às retratadas nas obras. Mas, o tempo em que se passa a trama é o presente. Ou seja, computadores, laboratórios bem equipados e os dois escrevem um blog. Enquanto eu lia, as imagens da série vinham perfeitamente na lembrança e, de tudo que assisti relacionado a Sherlock Holmes, essa série é a que eu, particularmente, acho mais fiel. Até porque, os casos são baseados nos livros. Isso resulta em poucos episódios por ano -embora todos bem elaborados e com uma hora e meia de duração-; a terceira temporada vai começar em julho e eu mal posso esperar.

Logo em seguida, temos Elementary, da CBS. Aqui, Holmes está se recuperando do uso de drogas, muda-se de Londres para Nova Iorque e eis que seu pai contrata uma acompanhante de sobriedade que se chama Joan Watson. Sim, aqui temos UMA Dra. Watson. Eles convivem bem e Joan se acostumou bem rápido às esquisitices do seu "paciente". Diferente da série acima, aqui Sherlock é bem mais brincalhão e sedutor. Também tem lugar no tempo atual e, por isso, dispõe de tecnologias bem mais avançadas que às do livro. Como ele é consultor da polícia e há um episódio novo por semana, nem todos os casos são relatados em obras, embora seus amigos e inimigos levam os mesmos nomes e aparecem quase sempre.

Por fim, mas não menos importante, temos a série de filmes, estrelados por Robert Downey Jr e Jude Law. Esses se passam na época dos livros, com carruagens, vestidos bufantes e aparatos tecnológicos bem rudimentares. Já temos dois filmes lançados e o terceiro é esperado para novembro de 2014.

Acho que fica bem claro a fascinação por esse detetive de métodos duvidosos, de certeza sempre absoluta e de um gênio que, aparentemente, não é fácil desperta ainda hoje em pessoas de todas as idades. O que eu posso falar com toda certeza é que eu sou fã!

Você Sabia?

A tão famosa frase: Elementar, meu caro Watson não foi dita nenhuma vez por Sherlock Holmes nos livros escritos por Sir Arthur Conan Doyle, mas sim em um filme, que acabou marcando essa tão célebre frase como dita nas obras.