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Resenha - Anna e o Beijo Francês

Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?



Fazia MUITO tempo que eu não ria tanto lendo um livro. Foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça assim que eu terminei. De uma forma muito engraçada, Anna Oliphant nos conta como deixou sua casa em Atlanta para estudar em um internato em Paris, apenas para que seu pai pudesse mostrar aos amigos ricos que ele também tinha dinheiro.

Pequena nota: O pai da Anna foi inspirado no Nicholas Sparks, certo?


Muito contra vontade, ela se vê num país estranho, com uma língua que ela não domina e longe de seus amigos. E de Toph, seu rolinho deixado num cinema de sua cidade.

"É serio. Quem manda os filhos para um internato? É tão Hogwarts. Só que no meu não tem feiticeiros bonitinhos, balinhas mágicas ou aulas de voo."


Pode parecer muita loucura alguém que não goste da ideia de viver em Paris, somente a cidade mais romântica do mundo. Mas como a própria Anna diz, talvez ela só quisesse a possibilidade de ter escolhido onde cursaria seu último ano. Se sentindo abandonada, chorando através das paredes finas que separam os quartos, Anna faz sua primeira amiga na França: Meredith, sua vizinha de quarto. Muito amável, oferece à Anna um chocolate quente e uma companhia; até que, na saída, nossa narradora dá de cara um um garoto. Não um cara, mas o garoto mais lindo e sedutor que ela poderia encontrar na Europa. Étienne St. Clair é americano-inglês-francês com um sorriso de derreter a alma e o sotaque mais perfeito do mundo.

A relação dos dois, embora seja muito nítido que eles tem interesse um pelo outro, é sempre barrada ou por causa da namorada de St. Clair, Ellie, ou por causa do "namorado" de Anna ou porque Meredith também é apaixonada pelo amigo (assim como metade das meninas do colégio). A história tem muito vai-e-vem, as brincadeiras entre os dois e a amizade cresce página por página e mesmo quando alguém estraga tudo, é engraçado. Eles superam os próprios medos, a fim de colocar um rumo nessa relação. Claro que é super óbvio o desenrolar da história, mas não é ruim.

A leitura é leve, rápida e, como eu disse no começo, engraçada demais. Não é um livro perfeito. Por exemplo: eu devo ser muito lerda, porque mesmo no fim do livro eu entendi mais ou menos a relação entre St. Clair e seu pai. Além disso, tem algumas passagens que eu achei desnecessárias, mas que não comprometeram meu amor pelo livro.

"Por nós dois, a palavra casa não é um lugar. É uma pessoa. E nós, finalmente, estamos em casa."


Mais do que nunca, eu quero visitar Paris. A descrição detalhada dos lugares -e das comidas- me deixaram mais apaixonada ainda pela Cidade Luz. Estou morrendo para pisar no Marco Zero, para visitar uma creperia e, por que não?, ter um beijo francês. O livro é uma super indicação para quem não está a fim de ler algo pesado.

A autora tem mais um livro lançado no Brasil, Lola e o Garoto da Casa ao Lado -que definitivamente está na minha lista de próximas leituras- e ainda esse ano lançará seu terceiro livro: Isla and The Happily Ever After. Quem está contando os dias?

Minha classificação final:

Coisas que talvez você queira saber

Autora: Stephanie Perkins;
Editora: Novo Conceito;
Ano de Lançamento: 2011;
Páginas: 288

Resenha - Delírio

Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

fonte: Skoob



Eu acho que estou tomando gosto por distopias, no fim das contas. Bem, Delírio retrata uma sociedade futurista em que o amor é considerado uma doença -Amor deliria nervosa- e desenvolveram um tratamento para isso. Aos dezoito anos, as pessoaa eram submetidas ao procedimento e estavam livres da doença. Mas todo o sentimento de ligação mais forte com irmãos, pais e filhos era perdido. Toda a sociedade vivia sob constante vigilância e o medo tinha o papel de manter todos na linha.

Lena, a protagonista, começa o livro como aquela menina certinha, que nunca responde grosseiramente e que tem que lidar com seus próprios fantasmas do passado. Criada pela tia, tudo que ela mais quer é ser curada e ser pareada com seu futuro marido. Sem maiores emoções, sem um passado constrangedor. Mas eis que ela conhece Alex. E tudo na sua vida muda. Tudo que ela julgava como certo, como verdade viram do avesso e ela tem uma decisão a tomar.

"Amor: uma palavra tão singular, uma coisa fina, não maior ou mais comprida que um gume. É o que isso é: um gume, uma navalha. Estabelecendo-se no centro de sua vida cortando tudo em dois. Antes e depois. O resto do mundo cai em ambos os lados."



Eu amei o livro do começo até o fim. Eu gostei da descrição que Lena faz tanto das pessoas quanto dos lugares, adorei a amiga dela, Hana, sem contar que eu simplesmente me apaixonei por Alex. A história é muito boa e, de pouco em pouco, vem aquelas revelações que tiram o fôlego e não dá para parar de ler; você tem que saber o que vem depois.

A autora tem uma leve e que flui. O desenrolar não foi nem arrastado, mas também não atropelou nenhum fato. Achei que a maior parte da ação real, aquela parte em que a adrenalina que o personagem sente parece passar para você está mais concentrada no final, o que pode ser um pouco chato para quem gosta de uma agitação.
O romance é tão lindo e tão fofo... fazia tanto tempo que eu não gostava de um casal como eu gostei deles. Até aquelas pessoas que não aparecem muito são cativantes e eu realmente queria ter visto muito mais da pequena Gracie -ela é fofa demais, mesmo sem abrir a boca mais do que duas vezes.

"Mas eu tenho um segredo. Você pode construir barreiras por todo o caminho para o céu e eu vou encontrar uma maneira de voar acima deles. Você pode tentar prender-me com cem mil armas, mas vou encontrar uma maneira de resistir. E há muitos de nós lá fora, mais do que você pensa. Pessoas que se recusam a parar de acreditar. Pessoas que se recusam a entender. As pessoas que amam em um mundo sem barreiras, pessoas que amam no ódio, na recusa, contra a esperança e sem medo. Eu te amo. Lembre-se. Eles não podem tirar isso."



Por mais que seja uma distopia, por mais que haja a representação do Estado opressor, da censura e do uso da religião como forma de contenção e medo, o foco do livro não a sociedade em si. Diferente de Feios, por exemplo, não há uma descrição tão detalhada dos costumes, do modo de vida e nem o por quê de tanta aversão ao amor. Pode ser que maiores explicações apareçam na continuação da trilogia, Pandemônio, com lançamento marcado para o primeiro semestre de 2013 e eu mal posso esperar para ler.

Para aqueles que gostaram muito, mais uma notícia boa: a Fox pediu um episódio piloto e podemos esperar ver a trilogia adaptada para a TV. Alguém ansioso?

Minha classificação final:

Coisas que talvez você queira saber

Autora: Lauren Oliver; Editora: Intrínseca;
Ano de Lançamento: 2012;
Páginas: 352

Resenha - Orgulho e Preconceito

Sinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

fonte: Skoob



A princípio, queria ler Orgulho e Preconceito só pela curiosidade de conhecer um dos clássicos britânicos mais famosos e tentar entender porque tantas pessoas eram apaixonadas por ele.

Tenho que confessar que eu sabia bem pouco da história -apenas os nomes dos personagens centrais- e não sabia a relação da narrativa com título. Quando eu comecei a ler, não me senti muito atraída, talvez até por não ser um tipo de leitura a que eu estou acostumada. Mas no decorrer da história, não tem como não se encantar com Elizabeth, a protagonista da trama. Dona de uma vivacidade e conceitos não muito próprios para a época, é a favorita do pai -Mr. Bennet- e da irmã mais velha, Jane. Tem um ótimo coração e deseja ver a felicidade da família, bem como a mudança de caráter de alguns parentes.

"Em vão venho lutando comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente."

Discurso de Mr. Darcy para Elizabeth. Será que ela o corresponde?



Outro personagem, tão importante quanto Elizabeth para o desenrolar dos fatos, é Mr. Darcy, importante nome da sociedade inglesa, com terras, dinheiro e influência. No começo, sua postura é insuportável de tão mesquinha e orgulhosa. Mas com o passar dos capítulos, mostra-se uma mudança grande nas ações deste e é claro que o fator propulsor disto é o amor. Conforme essa paixão ia sendo trabalhada, mais eu me apaixonava pelo livro e pela escrita de Jane Austen.

Fica bem claro, conforme se sucedem as cenas, a razão do nome do livro. Tanto o orgulho quanto o preconceito de várias pessoas levam a quase infelicidade dos personagens, me levando a concordar com um dos trechos da fala de Mary -uma das irmãs Bennet- sobre o assunto:

"O orgulho, observou Mary, que se vangloriava da solidez de suas reflexões, é um defeito muito vulgar, creio eu. Depois de tudo que li, estou deveras convencida da sua vulgaridade, que a natureza humana lhe é particularmente atreita e que são raros aqueles entre nós que não nutrem um sentimento de condescendência própria baseado numa ou outra qualidade, real ou imaginária"

Um dos discursos sólidos de Mary.



Mas nem só de pessoas amáveis é feito o livro. Há também aqueles que despertam uma certa raiva como a mãe das meninas, por exemplo. Mrs. Bennet é exagerada, volúvel, de pouca delicadeza e só consegue sonhar em conseguir bons maridos para todas as filhas.
Mr. Collin é outro exemplo de pessoa detestável. Primo da família Bennet, sempre pensa que é melhor que os outros, que detém propriedade para falar sobre determinados assuntos, é maçante, exagera nas desculpas e nos elogios e não consegue ficar calado.
Mr. Wickham é o último daqueles que me deixou com raiva. Mentiroso descarado, de má índole e que por muito pouco não deixou na desgraça a família de Elizabeth. A princípio, é normal achar que ele é um senhor gentil e que sofrera uma terrível injustiça. Mas assim que se descobre seu real caráter, não tem como não achá-lo patético.

Algo que me incomodou um pouco foi a falta que eu senti de descrições mais aprofundadas sobre aspectos físicos de pessoas e de lugares; não que isso tenha atrapalhado minha consideração final da obra, já que ela é -sem dúvidas- uma das minhas favoritas de agora em diante. É muito bom entender, um pouco que seja, da mentalidade da época, muito diferente da nossa hoje. Quem nunca teve vontade de, pelo menos uma vez, ir a um daqueles bailes?

A obra de Jane Austen ganhou, em 2005, adaptação para o cinema, com Elizabeth sendo interpretada por Keira Knightley e Mr. Darcy por Matthew Macfadyen. Eu nunca cheguei a assistir o filme, então não posso dizer se é fiel à obra ou não.

O livro ganhou o meu amor e com certeza é uma ótima indicação para quem quer um romance histórico ou um clássico da literatura.

Minha classificação final:

Coisas que talvez você queira saber

Autor: Jane Austen;
Editora: Várias, mas da ilustração acima, Abril Coleções;
Ano de Lançamento: 1813;
Páginas: 427



Resenha - Um Dia

Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

fonte: Skoob



Bom, Um Dia é um livro que eu era louca para ler, mas toda vez que ia comprar um livro, acabava optando por outro e assim foi, até que eu ganhei o meu de presente. Eu literalmente devorei sem piedade aquelas páginas e não me arrependi. É certo que já tinha assistido o filme e por isso as grandes surpresas se estragaram, mas mesmo assim... Foi tão bom quanto esperava!

A vida de Emma e Dexter nos é contada a partir da formatura de faculdade deles, dia 15 de julho de 1988 e, a partir desse dia, os dois conseguem construir uma amizade linda, verdadeira e apaixonante. Ano a ano, vê-se as pequenas transformações que acontecem em suas vidas e o quanto a presença de um para o outro é extremamente importante e necessária.

Emma, por vários anos, leva uma vida pouco movimentada, trabalhando num lugar que ela detesta e namorando uma pessoa que ela não ama. Dexter, por sua vez, está sempre vivendo no seu limite, saindo com quantas garotas for possível e acreditando que está no caminho certo. Mas, conforme os anos passam, quem lê tem cada vez mais certeza de que algo está muito errado, pois nenhum dos dois está satisfeito com suas escolhas.

O que mais me marcou no livro foram as sensações de melancolia e de frustração, presentes quase que sempre no decorrer da história. Por mais que seja um romance, realmente me colocou pra pensar porque eu me irritei muito com a falta de atitude deles mas não tenho certeza se eu reagiria, caso a minha vida estivesse nesse caminho.

Outro ponto bem interessante é perceber que, mesmo sem querer, as prioridades, os pensamentos e até mesmo as crenças das personagens vão mudando no transcorrer das páginas, o que foi bem explicado por Tony Parsons na primeira página do livro: "Um Dia" é " um livro brilhante sobre o assombroso hiato entre o que éramos e o que somos".

O único ponto que realmente me deixou irritada no livro foi que David Nicholls detalhou tão bem algumas cenas e deu tão pouco atenção para uma passagem MEGA importante... Foi muito frustrante e eu realmente me decepcionei um pouquinho com aquela página. Mas eu acredito que esse deslize foi -em partes- compensado nos capítulos seguintes.

Para os que assistiram o filme, a leitura é mais que recomendada, obviamente, por conter cenas que não são mostradas no filme E por causa das cartas trocadas entre os dois -o capítulo 3 é tão perfeito que não tenho palavras para explicar-. É uma leitura boa, gostosa e que ao mesmo tempo pode te fazer pensar um pouco.

Minha classificação final:

Coisas que talvez você queira saber

Autor: David Nicholls;
Editora: Intrínseca;
Ano de Lançamento: 2009
Páginas: 410



fonte dos gifs: todos pesquisados no weheartit, aqui e aqui