*PUF* Evaporei!
Bem, eu entrei no curso de Engenharia de Produção da USP e é aquela alegria, ver que toda a sua dedicação valeu para alguma coisa. Mas além disso tem a correria de mudar de cidade, achar lugar para morar e tudo o mais. Para mim, o começo foi super difícil, tantas pessoas diferentes de mim, morar longe da minha família... Mas agora, estou quase acostumada com o ritmo!
Só que para quem acha que sua vida fica mais fácil depois de conseguir passar no vestibular, ela não fica! Em duas semanas de aula, já estou a estudando muito, sem tempo de ler meus amados livros e ver minhas amadas séries. Por mais que isso seja triste, não há porque me lamentar. O começo do curso está assustando, mas eu já estou amando.
Logo de cara, minha turma foi dividida em vários grupos e nos passaram uma missão: Criar o projeto de um campus sustentável. Exatamente isso que você leu. Ninguém tem conhecimentos sólidos sobre o assunto e muito menos sobre Engenharia, mas qual a melhor forma de aprender a não ser fazendo?
Meu grupo está super animado e como parte do projeto, temos um blog para postar todas nossas atualizações e o andamento do projeto. Para quem se interessar, o nome do projeto é UVerde, de Universidade Verde e, clicando no nome ali, você pode conhecer um pouco mais do que estamos fazendo e também entrar em contato com a gente!
Quanto ao Farol, eu realmente queria continuar a postar, mas esse primeiro mês está tão turbulento que eu já nem sei o que esperar do resto do semestre. Espero que me desculpem se eu sumir e torçam pelo meu grupo!
Valentine's Week - Casais
Eu não sei vocês, mas eu adoro os casais formados em livros e filmes, mas especialmente em séries. Eu torço, choro e me derreto com vários casais fictícios. Por isso, resolvi compartilhar meus casais favoritos de todos os tempos. Shall we?

Chuck e Sarah
Aria e Ezra
Spencer e Toby
Catherine e Vincent
Caroline e Klaus
E assim, é com muito orgulho que eu declaro encerrada essa semana toda cheia de corações e troca de carinhos. Vejo vocês em breve, muito em breve, mas posso passar um tempo sem postar porque estou organizando minha vida para me mudar e começar a faculdade. AEEEEEEE *-*
Valentine's Week - Livros Apaixonantes
Para terminar bem o dia, separei meus livros de romance favoritos. Claro que eu não li nem metade de todas as histórias fofinhas e apaixonantes que existem aí, por isso me informem nos comentários quais são os seus preferidos.

Um Dia - David Nicholls
Já teve resenha dele aqui no blog, quem já viu?
Os Imortais
Orgulho e Preconceito
Simplesmente uma fofura extrema que eu, sinceramente, acredito que todos devam ler.
Não Sou Este Tipo de Garota
Eu devorei esse livro em um único domingo e não me arrependo. A história é sobre Natalie, uma garota que pensava ter sua vida inteira traçada diante dela e tinha certeza de que nada poderia modificar seus planos. Mas ei que uma paixão, impossível de controlar ou ignorar a encontra e ela vê toda sua realidade virar do avesso e todas suas certezas se estilhaçarem.
Não é um livro de grandes reflexões ou mudanças de vida, mas eu achei fofíssimo e serve um pouco para perceber que nada está definido e que só uma parcela do nosso futuro está nas nossas mãos. Foi um ótimo presente e uma leitura que eu realmente recomendo. Dei risada algumas vezes e provavelmente chorei também; o foco aqui é o romance por si só.
Anna e o Beijo Francês
Oh St. Clair... A maravilhosa combinação entre americano-francês-inglês. Tudo de bom!
Gente, tem como uma história se passar em Paris e não ser apaixonante? Só os lugares são um cenário perfeito. E o livro dura um dia, não tem como. É impossível parar de ler as aventuras de Anna numa cidade estranha, onde não sabe nem pedir a comida. Mas ela acaba contando com a ajuda de bons amigos e entre eles temos Étienne St. Clair, mais conhecido como sonho de consumo de 9 em cada 10 meninas.
Todas as aventuras da protagonista são engraçadas, há um monte de momentos fofos e que fazem suspirar... Resumindo, é um livro que eu super recomendo, que também está entre os meus favoritos e me deixou triste quando acabou. Ótimo programa para comemorar o dia dos namorados.
Nicholas Sparks
Com diversos títulos publicados, muitos transformados em filmes, Nicholas tem uma fórmula certa para criar aquelas paixões ardentes e arrebatadoras que levam todos a derramar lágrimas e esperar por aquele momento em que tudo vai passar a ter mais cor.
Eu li apenas Querido John e não fez meu estilo, mas conheço muitas pessoas que não gostam tanto de ler, mas devoram seus livros. Por isso acho válido. O autor marcará presença na Bienal do Rio, então os fãs já podem começar a preparar as malas!
Resenha - Belo Desastre
Sinopse: Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento dele pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura. E é então que eles se envolvem em uma relação intensa e conturbada, que pode acabar levando-os à loucura.
Interrompemos nossa programação usual da Valentine's Week para uma resenha muito importante, principalmente depois de perder uma semana ~~tentando~~ ler Dezesseis Luas, que não desceu de forma nenhuma. Resenha de um livro que tem como personagens centrais Abby Abernathy e Travis Maddox. Tudo começa quando Abby desenvolve uma amizade um pouco fora do comum com o cara mais desejado da faculdade: Travis. Incomum porque ele simplesmente usava as mulheres, enxotando-as para fora de seu sofá no dia seguinte, sem nenhum vínculo e sem começar nenhum tipo de contato emocional.
Mas aparentemente, tudo muda quando os limites de sua amizade com sua mais nova melhor amiga começam a ficar turvos e os sentimentos de um pelo outro entram em turbilhão.
Bom, comecei a ler o livro e depois de umas cinquenta páginas, eu estava pensando "Nossa, vai ser mais um favorito" e até a metade do caminho foi mesmo. Mas quando Travis começa a mostrar seu lado possessivo, me assustou demais. Achei a Abby meio louquinha também por se envolver com alguém que não aceita um 'não'. Não que Travis não tenha seus momentos fofos: a mudança pela qual ele passa e dançar (I Can't Get No) Satisfaction no meio do refeitório não é para qualquer um.
"Sabe por que eu te quero? Eu não sabia que estava perdido até que você me encontrou. Não sabia que estava sozinho até a primeira noite em que passei na minha cama sem você. Você é a única coisa certa na minha vida. Você é o que eu sempre esperei, Beija-Flor."
Eu realmente queria ter visto mais da Abby poderosa, jogando e ganhando de todo mundo. Queria ver mais da Abby bêbada. E eu realmente queria saber o que dá na cabeça de algumas pessoas para não resolverem seus problemas e pararem de sofrer de uma vez? Ok, não teríamos o livro sem isso, mas toda a enrolação de "eu não posso fazer isso com ele, não depois que ele já superou" não faz meu gênero. Devo ser muito egocêntrica para isso.
"Eu sei que a gente tem problemas, tá? Sou impulsivo, esquentado, e você me faz perder a cabeça como ninguém. Num minuto você age como se me odiasse, e no seguinte como se precisasse de mim. Eu nunca faço nada direito, eu não te mereço... mas, porra, Abby, eu te amo. Eu a amo mais do que jamais amei alguém ou alguma coisa em toda a minha vida. Quando você está por perto, não preciso de bebida, nem de dinheiro, nem de luta, nem de transas sem compromisso... eu só preciso de você. Eu só penso em você. Eu só sonho com você. Eu só quero você."
A melhor amiga de Abby, America é uma daquelas pessoas que fazem de tudo, enfrentam o que for preciso para ajudar a melhor amiga a sair seja lá do que for. E admirei muito isso na personagem, pois ela era forte, decidida e de opinião. Ficou contra o namorado, Shepley -primo de Travis- para defender Abby. E falando em família, todos os parentes de Travis parecem ser imensamente encantadores e já há confirmações que a autora lançará uma série livros sobre a família Maddox.
E depois temos Parker: o típico cara certinho, rico, bonito, que sabe dizer as coisas certas no momento apropriado e que só se deu mal. O livro todo. Eu gostei tanto dele; não achei que ele merecesse tudo que aconteceu ou como ele era sempre posto de lado. Tudo bem, há todo aquele fetiche com bad boys - que na verdade é uma vontade incontrolável de ver aquele cara indomável mudado por causa de um amor.
Por fim, fica minha impressão final: o livro tem pontos altos e baixos e eu, particularmente, não concordo com diversas passagens e há tantas outras que eu não considero saudáveis. Mas, de uma forma de outra, é um livro muito gostoso de se ler e é bem difícil de parar. É uma leitura que eu recomendo, porém que pode ser adiada por um tempinho.
Ah, logo será lançado Walking Disaster, a mesma história de Beautiful Disaster (Belo Desastre), mas sob os olhos de Travis. Acho válido, mas não estão TÃÃÃÃO empolgada com o livro.
Minha classificação final:
Coisas que talvez você queira saber
Autor: Jamie McGuire;
Editora: Verus;
Ano de Lançamento: 2012;
Páginas:389
Valentine's Week - Filmes

Procura-se um Amigo Para o Fim do Mundo

Te Amarei Para Sempre


Para os desinformados, o filme é baseado no livro chamado A Mulher do Viajante no Tempo, da autora Audrey Niffenegger, lançado no Brasil pela Editora Suma de Letras -e que é uma das minhas metas de leitura para 2013-.
O Amor Não Tira Férias

O flme não traz apenas o romantismo básico e cheio de clichês, mas também mostra histórias de superação e do quanto talvez a vida esteja pedindo, implorando por uma mudança. Só temos que escutar.
Quando em Roma

Sem dúvida, o filme merece uma chance.
P.S. Eu Te Amo


Eu não tenho palavras para explicar o quanto eu chorei a primeira vez que eu assisti. Cada carta, cada recordação era cercada por uma luta e pela alma do marido, que em nenhum momento a abandonou e fez de tudo para que ela sobrevivesse. Esse tipo de amor, que supera até a morte, não pode ser explicado, somente sentido. Podem me matar, mas eu ainda não tive a oportunidade de ler o livro que originou o livro, escrito por Cecelia Ahern e publicado no Brasil pela Novo Conceito
Essas foram algumas dicas para semana mais fofa do ano, mas existem outros milhares de filmes que seguem a mesma linha e que amamos assistir. E vocês, leitores, quais seus filmes românticos favoritos?
Valentine's Week - Músicas
Por isso, eu selecionei minhas músicas favoritas com letras fofas e melodias muito gostosas. Sem mais delongas e sem nenhuma ordem aparente, vamos às músicas!
He is We - Everything You Do
He is We ft. Owl City - All About Us
Jason Mraz ft. Colbie Caillat - Lucky
Jason Mraz - I'm Yours
The Maine - Into Your Arms
Móveis Coloniais de Acaju - Dois Sorrisos
Tangled - I See The Light
Pequeno P.S. sobre a música acima: Eu sou apaixonada pelo Zachary Levi, sem mais. E ele cantando em Enrolados é simplesmente... P-E-R-F-E-I-T-O! Então, é por isso que uma música da Disney acabou por aqui. Mas confessem que é linda, vai?
Ah, e eu também sou obcecada por The Maine, então essa não será a última vez que ouvirão deles. Aguardem!
Valentine's Week

Resenha - Anna e o Beijo Francês
Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?
Fazia MUITO tempo que eu não ria tanto lendo um livro. Foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça assim que eu terminei. De uma forma muito engraçada, Anna Oliphant nos conta como deixou sua casa em Atlanta para estudar em um internato em Paris, apenas para que seu pai pudesse mostrar aos amigos ricos que ele também tinha dinheiro.
Muito contra vontade, ela se vê num país estranho, com uma língua que ela não domina e longe de seus amigos. E de Toph, seu rolinho deixado num cinema de sua cidade.
"É serio. Quem manda os filhos para um internato? É tão Hogwarts. Só que no meu não tem feiticeiros bonitinhos, balinhas mágicas ou aulas de voo."
Pode parecer muita loucura alguém que não goste da ideia de viver em Paris, somente a cidade mais romântica do mundo. Mas como a própria Anna diz, talvez ela só quisesse a possibilidade de ter escolhido onde cursaria seu último ano. Se sentindo abandonada, chorando através das paredes finas que separam os quartos, Anna faz sua primeira amiga na França: Meredith, sua vizinha de quarto. Muito amável, oferece à Anna um chocolate quente e uma companhia; até que, na saída, nossa narradora dá de cara um um garoto. Não um cara, mas o garoto mais lindo e sedutor que ela poderia encontrar na Europa. Étienne St. Clair é americano-inglês-francês com um sorriso de derreter a alma e o sotaque mais perfeito do mundo.
A relação dos dois, embora seja muito nítido que eles tem interesse um pelo outro, é sempre barrada ou por causa da namorada de St. Clair, Ellie, ou por causa do "namorado" de Anna ou porque Meredith também é apaixonada pelo amigo (assim como metade das meninas do colégio). A história tem muito vai-e-vem, as brincadeiras entre os dois e a amizade cresce página por página e mesmo quando alguém estraga tudo, é engraçado. Eles superam os próprios medos, a fim de colocar um rumo nessa relação. Claro que é super óbvio o desenrolar da história, mas não é ruim.
A leitura é leve, rápida e, como eu disse no começo, engraçada demais. Não é um livro perfeito. Por exemplo: eu devo ser muito lerda, porque mesmo no fim do livro eu entendi mais ou menos a relação entre St. Clair e seu pai. Além disso, tem algumas passagens que eu achei desnecessárias, mas que não comprometeram meu amor pelo livro.
"Por nós dois, a palavra casa não é um lugar. É uma pessoa. E nós, finalmente, estamos em casa."
Mais do que nunca, eu quero visitar Paris. A descrição detalhada dos lugares -e das comidas- me deixaram mais apaixonada ainda pela Cidade Luz. Estou morrendo para pisar no Marco Zero, para visitar uma creperia e, por que não?, ter um beijo francês. O livro é uma super indicação para quem não está a fim de ler algo pesado.
A autora tem mais um livro lançado no Brasil, Lola e o Garoto da Casa ao Lado -que definitivamente está na minha lista de próximas leituras- e ainda esse ano lançará seu terceiro livro: Isla and The Happily Ever After. Quem está contando os dias?
Minha classificação final:
Coisas que talvez você queira saber
Autora: Stephanie Perkins;
Editora: Novo Conceito;
Ano de Lançamento: 2011;
Páginas: 288
Resenha - Delírio
Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?
fonte: Skoob
Eu acho que estou tomando gosto por distopias, no fim das contas. Bem, Delírio retrata uma sociedade futurista em que o amor é considerado uma doença -Amor deliria nervosa- e desenvolveram um tratamento para isso. Aos dezoito anos, as pessoaa eram submetidas ao procedimento e estavam livres da doença. Mas todo o sentimento de ligação mais forte com irmãos, pais e filhos era perdido. Toda a sociedade vivia sob constante vigilância e o medo tinha o papel de manter todos na linha.
Lena, a protagonista, começa o livro como aquela menina certinha, que nunca responde grosseiramente e que tem que lidar com seus próprios fantasmas do passado. Criada pela tia, tudo que ela mais quer é ser curada e ser pareada com seu futuro marido. Sem maiores emoções, sem um passado constrangedor. Mas eis que ela conhece Alex. E tudo na sua vida muda. Tudo que ela julgava como certo, como verdade viram do avesso e ela tem uma decisão a tomar.
"Amor: uma palavra tão singular, uma coisa fina, não maior ou mais comprida que um gume. É o que isso é: um gume, uma navalha. Estabelecendo-se no centro de sua vida cortando tudo em dois. Antes e depois. O resto do mundo cai em ambos os lados."
Eu amei o livro do começo até o fim. Eu gostei da descrição que Lena faz tanto das pessoas quanto dos lugares, adorei a amiga dela, Hana, sem contar que eu simplesmente me apaixonei por Alex. A história é muito boa e, de pouco em pouco, vem aquelas revelações que tiram o fôlego e não dá para parar de ler; você tem que saber o que vem depois.
A autora tem uma leve e que flui. O desenrolar não foi nem arrastado, mas também não atropelou nenhum fato. Achei que a maior parte da ação real, aquela parte em que a adrenalina que o personagem sente parece passar para você está mais concentrada no final, o que pode ser um pouco chato para quem gosta de uma agitação.
O romance é tão lindo e tão fofo... fazia tanto tempo que eu não gostava de um casal como eu gostei deles. Até aquelas pessoas que não aparecem muito são cativantes e eu realmente queria ter visto muito mais da pequena Gracie -ela é fofa demais, mesmo sem abrir a boca mais do que duas vezes.
"Mas eu tenho um segredo. Você pode construir barreiras por todo o caminho para o céu e eu vou encontrar uma maneira de voar acima deles. Você pode tentar prender-me com cem mil armas, mas vou encontrar uma maneira de resistir. E há muitos de nós lá fora, mais do que você pensa. Pessoas que se recusam a parar de acreditar. Pessoas que se recusam a entender. As pessoas que amam em um mundo sem barreiras, pessoas que amam no ódio, na recusa, contra a esperança e sem medo. Eu te amo. Lembre-se. Eles não podem tirar isso."
Por mais que seja uma distopia, por mais que haja a representação do Estado opressor, da censura e do uso da religião como forma de contenção e medo, o foco do livro não a sociedade em si. Diferente de Feios, por exemplo, não há uma descrição tão detalhada dos costumes, do modo de vida e nem o por quê de tanta aversão ao amor. Pode ser que maiores explicações apareçam na continuação da trilogia, Pandemônio, com lançamento marcado para o primeiro semestre de 2013
Para aqueles que gostaram muito, mais uma notícia boa: a Fox pediu um episódio piloto e podemos esperar ver a trilogia adaptada para a TV. Alguém ansioso?
Minha classificação final:
Coisas que talvez você queira saber
Autora: Lauren Oliver;
Editora: Intrínseca;
Ano de Lançamento: 2012;
Páginas: 352
Resenha - Every Day
Sinopse: Every day a different body. Every day a different life. Every day in love with the same girl. A has no friends. No parents. No family. No possessions. No home, even. Because every day, A wakes up in the body of a different person. Every morning, a different bed. A different room. A different house. A different life. A is able to access each person's memory, enough to be able to get through the day without parents, friends, and teachers realizing this is not their child, not their friend, not their student. Because it isn't. It's A. Inhabiting each person's body. Seeing the world through their eyes. Thinking with their brain. Speaking with their voice. It's a lonely existence--until, one day, it isn't. A meets a girl named Rhiannon. And, in an instant, A falls for her, after a perfect day together. But when night falls, it's over. Because A can never be the same person twice. But yet, A can't stop thinking about her. She becomes A's reason for existing. So each day, in different bodies - of all shapes, sizes, backgrounds, walks of life - A tries to get back to her. And convince her of their love. But can their love transcend such an obstacle?
fonte: Skoob
Como vocês devem ter percebido, depois de muito tempo, li um livro inteiro em inglês de novo. Eu demorei muito mais tempo do que é normal para mim, o que é um sinal que eu preciso treinar mais minha leitura. Vamos começar primeiro com a história: A acorda em um corpo diferente todo dia. Garoto ou garota, alto ou baixo, popular ou não, a única constante é que sempre assume o corpo de alguém que tem a sua idade. Para que ninguém suspeite, A é capaz de acessar as memórias necessárias para sobreviver ao dia, até que ele mude de corpo, a meia-noite.
É uma jornada bem solitária e A se esforça para não criar conexões, para não sair dos trilhos com a vida daquele ser humano que ele está habitando. Até que um dia ele encontra a namorada do rapaz em que está habitando naquele dia: Rhiannon torna-se indispensável para A desde o primeiro instante que é vista e A se apaixona perdidamente por ela. Assim, dia após dia, Rhiannon se vê cercada por rostos diferentes, dizendo o quanto ela é especial e o quanto é amada.
"Eu me pego sorrindo enquanto ela se aproxima e ela sorri de volta. Simples assim. Simples e complicado, como a maioria das coisas são. Eu me pego procurando por ela após o segundo período e, de novo, depois do terceiro e do quarto período. Eu não posso nem controlar. Eu quero vê-la. Simples. Complicado."
Para começar, não tem como saber se A é um menino ou uma menina. Simplesmente vive diferentes vidas, uma por dia, sem se sentir estranho em nenhuma delas. E isso foi uma dos pontos que eu mais gostei no livro: o autor teve a oportunidade de tratar dos mais diversos assuntos num único livro porque a cada capítulo, ele podia descrever uma história completamente nova. David Levithan tratou de personalidades e histórias chocantes e polêmicas, especialmente considerando que todos tem mais ou menos dezesseis anos. Há envolvimento com drogas, há acidentes trágicos e um velório; há divergências religiosas e comportamentais. Há diversos casais homossexuais e não tem nenhum preconceito envolvendo isso -mesmo que Rhiannon ficasse um pouco sem jeito quando A assumia a forma de uma garota.
Quando esses dois se encontram, ambas as vidas tem uma reviravolta considerável, já que A para de se preocupar tanto com os corpos que está habitando e passa a viver mais em função do seu amor, enquanto ela tenta assimilar seus sentimentos por A, mas também a dificuldade que existe, pois eles podem acordar separados por milhas e milhas de distância e, queira ou não, ela nunca poderá ter uma vida normal se decidir acompanhar A; ela vai ter que ficar sempre esperando por e-mail, dizendo se naquele dia eles poderão se encontrar ou não.
Eu realmente achei toda essa fixação da parte de A um tanto massante e chata. Em alguns momentos, não conseguia respeitar o espaço dela e queria, de qualquer modo, que ela desistisse de tudo porque o amor que ela recebia deveria ser suficiente. É uma opinião muito pessoal, mas eu não gosto nenhum pouco dessa pressão diante de um caminho tão tortuoso e sem garantias. Porém, A não é um personagem que eu não gostei e muitos dos seus pensamentos são profundos e valem uma reflexão, pois como ele mesmo coloca, ele tem a possibilidade de conhecer muitos tipos de realidades e de adversidades. Quando perguntado qual a sua vida favorita, ele responde:
"Um vez, eu estava no corpo de uma garota cega. (...) Eu não sei se a vida dela foi minha favorita, mas eu aprendi mais com ela em um dia do que eu aprendi com a maioria das pessoas em um ano. Isso me mostrou o quão arbitrário e individual é a forma que experimentamos o mundo. Não apenas nossos outros sentidos são mais afiados, mas também encontramos formas de navegar o mundo, independente da forma em que ele nos é apresentado"
Eu perdi um pouco a vontade de ler lá pela metade do livro porque eu me senti um pouco perdida e parecia que aqueles capítulos não tinham tanto sentido. Mas quando o final foi se aproximando, tudo fica mais claro e os pensamentos de A acabam levando a um lugar, a uma meta. O final foi, para mim, maravilhoso e o único possível para a história ser ótima. A própria ideia em si já produzia uma curiosidade e David soube trabalhar bem com isso. Eu considerei o nível de inglês médio.
Para aqueles que não querem ler em inglês, os direitos de publicação foram comprados pela Galera Record e a publicação está confirmada para 2013.
Minha classificação final:
Coisas que talvez você queira saber
Autor: David Levithan;
Editora: Alfred A. Knopf Books for Young Readers;
Ano de Lançamento: 2010;
Páginas: 336
* Todas as traduções desse post foram livres e feitas por mim.
Resenha - Feios
Resenha: Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.
fonte: Skoob
Tally Youngblood passa suas noites olhando da janela do dormitório os fogos de artifícios que explodem no céu do outro lado do rio, em Nova Perfeição. Ela contava os dias para finalmente receber a operação que a deixaria perfeita: Olhos grandes, cabelos sedosos, corpo com movimentos equilibrados, rostos simétricos e... perfeitos.
Nos dois últimos meses antes dessa operação, estando sozinha -já que seus amigos já tinham completado 16 anos e estavam em suas novas casas-, Tally conhece Shay e através dessa nova garota, passa a descobrir que existem mundos diferentes além do cinturão verde que delimita a Vila. Por causa dessa nova amizade e devido às decisões da menina, toda sua vida e suas certezas mudam.
A história se passa na Terra, séculos após os Enferrujados -também conhecidos como seres humanos de agora- terem desaparecido. Nas novas cidades que surgiram, dividiram as pessoas de acordo com suas idades e, no decorrer da vida, todos eram submetidos a cirurgias que os adequaria com os padrões perfeitos. Segundo o Governo, essa seria uma forma de evitar que aquela sociedade acabassem seguindo o exemplo de seus antepassados.
"- Isso aí. E as pessoas se matavam por coisas como cor da pele diferente. (...) Então qual o problema de as pessoas serem mais parecidas agora? É o único jeito de tornarem as pessoas iguais."
Fala de Tally, página 47.
O que eu mais gostei no livro foi o assunto retratado: sobre a realidade escondida nas operações, sobre o quanto eles se julgavam tão diferentes dos Enferrujados mas ao mesmo tempo seguiam o mesmo caminho, também segregavam, também controlavam as pessoas com a força de uma ideia e de uma "lavagem cerebral" desde a infância. Os personagens em si não me cativaram muito e eu não criei nenhuma conexão especial com eles, nem fiquei apaixonada pela protagonista ou pelo casal da trama.
Outro ponto que me chamou a atenção é ver como a nossa geração atual era retratada: como patéticos destruidores da natureza, consumidores de petróleo e maníacos por destruição. Pode ser meio exagerado, mas talvez seja assim mesmo que nossa história será ensinada daqui algumas centenas de anos.
É muito engraçado ler a reação das pessoas do livro aos objetos de metal do passado: a descrença quando viram ruínas dos prédios, dos trilhos dos trens ou de helicópteros. A estranheza aos livros de papel e aos nossos padrões de beleza registrados em revistas antigas.
A princípio, a ideia das cirurgias pode ser estranha, parecer inaceitável para quem lê. Ou então pode imaginar que jamais se deixaria enganar por essas histórias de que todos devem ser iguais. Mas até que ponto o livro é uma distopia? Quando foi que parou-se de descrever a realidade? Talvez quando colocaram as pranchas voadoras.
Enquanto lia, principalmente quando se tratava de algum diálogo entre os Enfumaçados, uma cidade alternativa que foi fundada por fugitivos de Nova Perfeição, parecia que eu via semelhanças com V de Vingança, especialmente pela força que as ideias tem durante todo o livro.
"- Nem sempre tem a ver com dados econômicos. (...) A fraqueza pode ser também uma ideia."
Fala de David, página 338.
O final, é claro, deu abertura para o próximo livro, chamado Perfeitos e eu estou curiosa para começar a leitura. Não é meu livro favorito, mas achei interessante todas as transformações retratadas e há momentos que é impossível parar de ler porque você quer saber a explicação para tudo que está acontecendo. Levou um pouco de tempo para pegar o ritmo da leitura, mas é um livro que eu recomendo. Vamos ver o que temos no próximo.
Minha classificação final:
Coisas que talvez você queira saber
Autor: Scott Westerfeld;
Editora: Galera Record;
Ano de Lançamento: 2010;
Páginas: 415
Um Ano Sem Chuck
Antes que perguntem, não, não é do boneco assassino que eu estou falando. Chuck foi uma série de televisão exibida pela NBC que contou com cinco temporadas -e o último episódio foi ao ar no dia 27 de janeiro de 2012-, muito personagens marcantes, muitas risadas e uma dor muito grande quando foi embora.
Tudo tem início quando Chuck Bartowski, um típico nerd de Burbank recebe um e-mail estranho no seu aniversário: Depois de anos seu ex-melhor amigo -que tinha feito com que ele fosse expulso da universidade- manda para Chuck uma série de dados ultra secretos e criptografados que, quando o e-mail é aberto, passam todos para o cérebro deste e ali ficam inativas, até que algum estímulo dispare um flash.
Esse conjunto de dados, denominado Intersect, é valiosíssimo para os EUA e, por isso, Chuck passa a ser supervisionado por dois espiões: Sarah Walker, agente da CIA e John Casey, agente da NSA. Os três juntos partem em missões perigosas e super divertidas através do mundo.
Claro que isso é um pequeno resumo da primeira temporada e que há severas transformações em todos os personagens da história. Pode ser, que a princípio, a série não pareça nada de mais, só um tipo clássico de história sobre espionagem e prisão dos bad guys mas desde o primeiro episódio a série me ganhou de uma tal maneira que me sinto muito órfã sem novos episódios.
Lógico que o clichê mais óbvio e mais lindo de todos esta presente aqui: Chuck se apaixona por Sarah e leva muito tempo até que ela finalmente assuma o quanto gosta dele também. Preciso confessar que eu nunca torci tanto para um casal fictício acabar junto como eu fiz com eles.
Mas não são só os dois que fazem da série algo tão importante a ponto de nos deixar com saudades. A grande maioria dos personagens é encantadora, divertida e unida. Claro que tem aqueles seres horríveis e detestáveis que só servem para atrapalhar
Morgan, Casey, Capitan Awnsome, Ellie, General Beckman, Alex, Mr. e Mrs. Bartowski foram todos essenciais e acabaram me cativando, com todos seus defeitos e poréns.
Me lembro o quanto eu chorava assistindo alguns episódios, especialmente os três últimos, tanto por serem histórias mais tristes como por saber que estava no fim. Após um ano, Chuck ainda tem muitos fãs espalhados por aí, torcendo por um filme ou que, milagrosamente, gravem uma sexta temporada. Enquanto isso, revemos os episódios antigos, rimos e choramos revivendo essas emoções. (Isso é uma dica para quem convive mais de perto comigo: os boxes de todas as temporadas seriam um ótimo presente, viu? Nem precisa ser por uma data especial não ;))
Pode parecer anormal amar tanto uma série, mas nem minhas séries preferidas atuais mexeram tanto comigo como essa fez. Se um livro pode fazer isso, por que não outro tipo de estímulo? Eu só tenho uma palavra para toda essa história:














